Objectivos do blog

Este blog tem como principais objectivos:
- A sensibilização da população jovem para temas ligados à Promoção da Saúde;
- A divulgação do projecto que estamos a desenvolver, no âmbito de Área de Projecto.
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quinta-feira, 31 de março de 2011

5% dos trabalhadores sexuais estão infectados com VIH


Cerca de cinco por cento dos trabalhadores sexuais - homens, mulheres ou transgéneros - e dos homens que têm sexo com outros homens em Portugal estão infectados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), revelam dois estudos hoje apresentados.


Os estudos foram realizados no âmbito do projeto PREVIH: Infecção pelo VIH/Sida nos grupos de homens que têm sexo com homens e trabalhadores sexuais e foi apresentado na Conferência internacional sobre infeção pelo VIH entre grupos de difícil acesso, que decorre até terça-feira, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), em Lisboa. Sónia Dias, professora do IHMT, apresentou o primeiro estudo em que participaram 1.040 trabalhadores sexuais em Portugal (853 mulheres, 106 homens e 81 transgéneros). A investigação apurou que 51,9 por cento dos indivíduos com menos de 24 anos tiveram relações sexuais antes dos 15 anos e que 96,7 por cento elege o preservativo como forma de prevenir o contágio, com 60 por cento a indicar a abstinência sexual.
Uma larga maioria dos inquiridos revelou conhecimentos sobre os riscos de contágio do vírus, embora uma "grande quantidade" tenha indicado as picadas de insecto, o beijo, a tosse e o espirro como formas de infecção. O inquérito revelou ainda que 9,7 por cento das mulheres, 12,2 por cento dos homens e 11,4 por cento dos transgéneros teve relações forçadas no último ano. Uma esmagadora maioria (96,9 por cento) disse ter usado preservativo com o último parceiro, enquanto 18 por cento dos homens referiu não ter usado preservativo na última relação. Em relação à droga, o estudo identificou um consumo bastante elevado no último ano e no último mês, sendo que as mulheres revelam uma maior adição psicoactiva e de metadona e os homens um maior consumo de drogas ilícitas. Apesar de ressalvar que estes dados ainda têm de ser trabalhados, Sónia Dias revelou que o inquérito apurou que, pelo menos, cinco por cento dos trabalhadores sexuais estará infectado com VIH/sida.
Presente no encontro, Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida, disse ter ficado surpreendido com estas percentagens. Uma realidade que, frisou, tem de ser entendida para conduzir a melhores políticas de saúde pública. Outro estudo, com o mesmo número de participantes, revelou que alguns homens que têm sexo com homens elegem a picada de insecto, o beijo e a tosse ou espirro como modos de transmissão. Um quarto não considera ou tem dúvidas de que o sexo oral sem preservativo não é forma de transmissão.

Portugueses limitam crescimento de cancro manipulando ambiente celular


Cientistas portugueses conseguiram travar o crescimento do cancro manipulando o ambiente que envolve as células cancerosas. O estudo publicado na revista Oncogene mostra pela primeira vez por que é que vários tipos de cancro bloqueiam a actividade do gene LRP1B. A descoberta pode abrir portas para novas terapias.

Os cientistas vão continuar a investigar novas substâncias que influenciam o crescimento do cancro

LRP1B não desaparece das células cancerosas, mas é como se o fizesse. Em 2010, uma equipa de Cambridge descobriu que o gene estava entre os dez genes mais bloqueados em 3312 cancros. “Verificámos que nos tumores da tiróide havia uma repressão significativa deste gene”, disse Hugo Prazeres ao PÚBLICO, primeiro autor do artigo, que trabalha no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto. O estudo foi liderado por Paula Soares.

A proteína é especialmente activa nas células da tiróide e do tecido nervoso, mas também aparece silenciada no cancro colo-rectal, do pulmão, da bexiga e noutros. Os cientistas descobriram que este bloqueio acontece de três formas. O gene pode ser mutado e não originar uma proteína normal, podem ligar-se pequenas moléculas que emaranham o ADN e impedem a maquinaria celular de iniciar a produção da proteína e o processo pode ainda ficar bloqueado depois de a maquinaria ter produzido o ARN – a molécula que codifica os aminoácidos que juntos formam a proteína.

Investigámos o que é que acontecia se introduzíssemos o gene funcional LRP1B em tumores, uma das coisas mais importantes foi a repressão da invasão”, disse o cientista. A equipa conseguiu travar o crescimento tanto em células in vitro como em modelos animais. O passo seguinte foi compreender qual a função desta proteína membranar. 

Descoberto que proteína pode desencadear perturbações do espectro do autismo

Em cada 10000 crianças portuguesas, dez têm autismo.
A equipa provocou mutações no gene que controla a produção da proteína Shank3 em ratos. Estas alterações fizeram com que os animais desenvolvessem problemas ao nível das relações sociais e comportamentos repetitivos - desordens geralmente ligadas ao autismo.Os resultados permitiram “perceber quais as consequências para a comunicação neuronal quando o gene Shank3 é mutado”, explicou Cátia Feliciano, investigadora portuguesa presente na equipa. “Pretendíamos também saber se os animais com a mutação mostrariam alterações comportamentais. O que observámos é que os ratinhos com Shank3 mutado exibem comportamentos repetitivos, mostram altos níveis de 'ansiedade' e evitam o contacto social com outros ratinhos”.

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Esperança no tratamento do autismo

A descoberta, publicada na revista "Nature", vem trazer esperança para a criação dos primeiros medicamentos eficazes no tratamento da doença. “Embora o Shank3 seja apenas um dos genes implicados no autismo, é possível que as regiões afectadas no comportamento autista sejam semelhantes ao nível dos circuitos”, explica, por sua vez, João Peça, também membro da equipa de investigação.

“Em termos de tratamento será agora importante identificar se efectivamente disfunções no striatum [área do cérebro mais afectada nos animais analisados] são um ponto em comum no autismo. Um dos principais focos da nossa investigação será perceber como modular este circuito”, acrescenta.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Exercício depois dos 60? O cérebro agradece

A demência afecta 24 milhões em todo o mundo. Investigadores mostram que é simples prevenir

"O que não é bom para o coração, não é bom para o cérebro." A frase é de Laura Fratiglioni, investigadora no Instituto Karolinska, na Suécia, e uma das últimas especialistas em envelhecimento a alertar para a necessidade de trabalhar para proteger o cérebro da perda de capacidades mentais ao longo da vida. Estima-se que 24 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de algum tipo de demência, 70% com mais de 75 anos.

Diferentes grupos de investigação estão a tentar perceber o impacto da actividade física na manutenção do cérebro. No início de Fevereiro, um dos estudos com mais participantes até à data - 120 voluntários entre os 60 e os 80 anos e um estilo de vida sedentário - revelou que apenas 40 minutos de exercício três vezes por semana chegam para fazer a diferença. O trabalho desenvolvido na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, revelou que começar a fazer exercícios de aeróbica numa idade mais avançada ajuda a recuperar a perda natural de massa no cérebro. Nos participantes que seguiram o plano de actividade física, o volume na zona do hipocampo - crucial para o processamento da memória - aumentou 1,97% a 2,12% no espaço de um ano. No grupo de controlo, a massa diminuiu 1,40% durante o mesmo período.

Laura Fratiglioni, que está a preparar um novo trabalho sobre factores de risco para a demência, adianta que para além do exercício físico, os estímulos sociais e intelectuais na terceira idade podem ser decisivos.

Canábis melhora apetite de doentes com cancro

O estudo é inédito e demonstra também que uma substância da planta ajuda a dormir melhor

A quimioterapia - tratamento realizado em doentes oncológicos - provoca alterações no olfacto e no paladar. Os pacientes começam a ter menos apetite e, por consequência, perdem peso. Agora, depois de uma investigação levada a cabo pela Universidade de Alberta, no Canadá, chega-se à conclusão que uma das componentes da canábis, o tetrahidrocanabinol (THC), pode não só ajudar a combater a perda de apetite como também melhorar a qualidade do sono em doentes com cancro.

Na investigação (levada a cabo entre Maio de 2006 e Dezembro de 2008) participaram 21 pessoas adultas com cancros em estados avançados (à excepção de tumores no cérebro), e que tinham começado a sofrer de falta de apetite. Onze dos pacientes tomaram comprimidos com THC e os restantes foram medicados com placebo. Nenhum deles sabia qual dos dois comprimidos estava a tomar.

Passados 18 dias, a maioria dos pacientes (73%) a quem foi administrado THC disse pensar mais em comida. No outro grupo, apenas 30% sentiram o mesmo. O apetite chegou a melhorar para 64% dos medicados com THC e nenhum disse estar com menos fome. No outro grupo, metade perdeu o apetite, e 20% não registaram qualquer alteração. Uma das investigadoras explicou que este é o primeiro estudo aleatório e controlado para verificar os efeitos do THC neste tipo de pacientes. Por isso mesmo, a opinião é transversal a todos os pesquisadores: são necessários estudos mais profundos. O estudo foi divulgado na última edição da revista "Annals of Oncology". M. C. N.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Nasce em Espanha o primeiro bebé seleccionado para não ter um gene relacionado com cancro da mama - Ciências - PUBLICO.PT

Espanha deu um passo no sentido de abrir mais a porta à selecção de embriões. Um casal recorreu à procriação medicamente assistida para garantir que teria um bebé livre de uma mutação genética fortemente relacionada com o cancro da mama e que afectou várias pessoas da mesma família. O bebé, um rapaz, nasceu no final de 2010 mas só agora os investigadores catalães vieram dar a conhecer o caso, noticia o diário espanhol El Mundo. Em Portugal não há nenhuma situação semelhante.

Em causa está o gene BRCA1 que, à semelhança do gene BRCA2, leva a que os seus portadores (em especial as mulheres, mas também alguns homens) tenham uma probabilidade acrescida de virem a desenvolver tumores da mama, ovário ou pâncreas. No caso do cancro da mama hereditário, há 60 por cento de hipóteses de os portadores da mutação genética virem a sofrer da doença e 20 por cento de terem cancro nos ovários, refere o El País. Em 99 por cento dos casos a doença afecta as mulheres, mas pode ser bastante mais grave nos homens.

Este era precisamente o caso do casal que recorreu ao Programa de Reprodução Assistida de Puigvert-Sant Pau de Barcelona para colocar um ponto final no historial de cancro que tinha na sua família e que estava relacionado com o BRCA1.

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Nenhum caso em Portugal

Contactado pelo PÚBLICO, o presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida português, Miguel Oliveira e Silva, referiu que não conhece este caso do casal espanhol em concreto, mas disse que “não choca que haja selecção em famílias com um historial muito carregado”. Ainda assim, o médico salientou que não há registo de um caso semelhante em Portugal e lembrou que é preciso avaliar criteriosamente cada situação, já que “ser portador de um gene não significa que se venha a ter cancro” e por existirem “muitos factores, como a alimentação, que influenciam” este tipo de patologias.

No caso espanhol, após a autorização, foram fecundados in vitro vários óvulos e foi feito um Diagnóstico Genético Pré-implantacional aos embriões, de modo a excluir os portadores do BRCA1. Os investigadores espanhóis implantaram, depois, vários embriões mas só um sobreviveu. Contudo, alertam que este bebé não está totalmente livre de vir a ter um cancro, já que apenas foi feita a selecção para um gene, e rejeitam que esta venha a ser uma prática aplicada em larga escala. Ainda assim, para o BRCA1 a história negra da família foi mesmo interrompida. O hospital está também a avaliar outro caso semelhante, mas numa família com antecedentes de cancro do cólon, inclusivamente nos progenitores.

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Nasce em Espanha o primeiro bebé seleccionado para não ter um gene relacionado com cancro da mama - Ciências - PUBLICO.PT

quinta-feira, 17 de março de 2011

Progesterona dá o empurrão final para o espermatozóide fecundar o óvulo - Ciências - PUBLICO.PT

Os espermatozóides humanos têm que fazer uma longa caminhada para alcançar o óvulo. Mas quando lá chegam ainda têm que atravessar a capa que o rodeia, isso exige uma activação e movimentação especial do flagelo, a cauda do espermatozóide. Dois estudos independentes publicados hoje na edição online da revista Nature mostram que esta activação é causada pela hormona progesterona segregada pelo próprio óvulo, que provoca uma inundação de iões de cálcio no flagelo, activando-o.

Os iões de cálcio atravessam canais na membrana da cauda do espermatozóide e provocam uma série de processos dentro da célula. A entrada é comandada por uma proteína membranar descoberta há cerca de dez anos chamada CatSper.

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Segundo Kaupp, algumas das causas da infertilidade podem estar relacionadas com este sistema, que se não funcionar, impede o espermatozóide de ter a força suficiente para penetrar a camada externa do óvulo e fundir-se. “Pode ser que alguns óvulos não produzam progesterona suficiente, ou que alguns espermatozóides não sejam sensíveis à progesterona”, disse, citado numa notícia da Nature.

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A CatSper é vista como o melhor dos novos alvos para contraceptivos”, disse Polina Lishko em comunicado. “Assim que encontrarmos o local de ligação [entre a progesterona e a CatSper] há o potencial de se construir um químico que não é parecido em nada com asteróides”, acrescentou, referindo-se à classe de fármacos utilizada para anticontraceptivos, e que podem ter efeitos secundários.

Progesterona dá o empurrão final para o espermatozóide fecundar o óvulo - Ciências - PUBLICO.PT

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Centro Hospitalar cria banco de óvulos e espermatozóides - Ciência - DN

O Ministério da Saúde autorizou o Centro Hospitalar do Porto a criar um Banco Público de Gâmetas (óvulos e espermatozóides), que será financiado por verbas do Serviço Nacional de Saúde.
O despacho do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, lembra que a infertilidade é uma doença que, nos países desenvolvidos, tem vindo a aumentar de incidência, afectando entre cinco a 15% dos casais em idade fértil. "As causas de infertilidade são muitas e variadas. Várias delas são suscetíveis de tratamento médico. Muitas pessoas podem beneficiar dos tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA)", adianta o diploma. Em alguns casos, essas técnicas de PMA obrigam a recorrer a óvulos ou espermatozóides de terceiros, dádiva essa autorizada pela lei. A partir de 2008 foi criado no Serviço Nacional de Saúde (SNS) um programa para promover o alargamento das estruturas dedicadas à PMA e melhorar o acesso dos casais inférteis.

Em Abril de 2009, foi aumentada a comparticipação dos medicamentos utilizados nos tratamentos de 37 por cento para 69 por cento. "Em função destas medidas, a utilização das técnicas de PMA, por utentes do Serviço Nacional de Saúde, tem vindo a aumentar", sublinha o diploma. Em 2006 foram realizados cerca de 1700 ciclos de fertilização in vitro e injecção intracitoplasmática de espermatozóides no sector público, número que aumentou para aproximadamente 2.600 ciclos em 2010. "Neste contexto, tem vindo a acentuar-se a necessidade de um banco de gâmetas que possa servir de modo adequado os utentes do SNS", salienta o despacho de Manuel Pizarro.

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(Fonte: Centro Hospitalar cria banco de óvulos e espermatozóides - Ciência - DN)

A bactéria da gonorreia já é um bocado humana

Cientistas descobriram fragmentos de ADN humano no gonococo, nova pista sobre o potencial da evolução.

Investigadores de Illinois descobriram a primeira evidência de transferência genética de ADN humano para uma bactéria, neste caso o gonococo, que provoca a gonorreia. Hank Seifert, investigador da Northwestern University, ajuda a evitar sensacionalismos: "Não é metade humana mas agarrou num pedaço do ADN humano, com metade de um gene", explicou ao i.

A descoberta foi publicada ontem na revista científica "mBio." Segundo o investigador, entre os milhares de genomas já sequenciados, o do gonococo (Neisseria gonorrhoeae) foi o primeiro a revelar este intercâmbio. Sabia-se que este tipo de transferência genética era possível e já tinha sido demonstrada entre bactérias e levedura. Contudo, a relação entre humanos foi uma surpresa. Em termos clínicos, diz Hank Seifert, não muda muita coisa. "Mas demonstra-se que o intercâmbio genético pode acontecer entre reinos biológicos." Seifert adianta que, para já, não foi possível perceber quando ocorreu a fusão - a gonorreia é das doenças humanas mais antigas de que há registo.

A hipótese mais provável remete para a separação entre o gonococo e a bactéria que provoca a meningite, uma vez que descendem da mesma família e não encontraram material genético humano na Neisseria meningitidis. No ano passado, a Organização Mundial de Saúde alertou para o aumento da resistência do gonococo, sobretudo devido ao uso incorrecto de antibióticos."A gonorreia pode tornar-se intratável", alertou um dos responsáveis da OMS, Shin Young-soo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Especial Dia dos Namorados - O corpo só aguenta a paixão durante dois anos - Ciência - DN

Pode durar pouco tempo, mas especialistas explicam que todo o organismo funciona melhor quando estamos apaixonados.

É o cérebro que comanda todo o processo. O aspecto físico, o cheiro e a personalidade são os factores que desencadeiam todas sensações que associamos à paixão, das "borboletas no estômago", ao coração acelerado e às noites sem dormir. Mas o "coktail químico" que as provoca não dura mais do que dois anos.

Especialistas explicam como todo o organismo funciona melhor quando estamos apaixonados, felizes e motivados para a vida. "Apaixone-se", recomenda o psicólogo Abel Matos Santos. "Prolonga-lhe a vida e dá-lhe bem estar".

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1782899&seccao=Sa%FAde

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dia Mundial da Luta Contra o Cancro

"A data 04 de Fevereiro foi definida, no ano 2000, pela União internacional Contra o Cancro (UICC) para oficializar a luta contra esta doença, na denominada Carta de Paris. O documento serve para divulgar os problemas relacionados com o risco, o diagnóstico e o tratamento de doentes com cancro.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, sem intervir sobre o problema, até 2015 devam morrer vítimas de cancro 84 milhões de pessoas. Os dados referentes a 2007 apontam para quase nove milhões de mortes por cancro, o correspondente a 13 por cento do total de óbitos registados nesse ano."

NÃO FIQUE INDIFERENTE A ESTA LUTA, QUE PERTENCE A TODOS NÓS!

Grupo 4

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Portugueses lançam nova máquina contra o cancro da mama

Consórcio europeu liderado por portugueses lançou uma nova máquina que pode revolucionar a prevenção e deteção do cancro da mama. Os primeiros protótipos foram instalados em Coimbra e Marselha.

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Chama-se Clear PEM Sonic e integra pela primeira vez as tecnologias PET (tomografia por emissão de positrões, isto é, exame imagiológico de medicina nuclear) e de ultrassons (ecografia), o que permite detetar tumores com apenas 1mm ou 2 mm, que estão numa fase inicial, quando o PET clássico não visualiza tumores com menos de 10 mm e tem uma sensibilidade 10 vezes menor.

A taxa de falsos resultados positivos atinge os 60% a 70% nas mamografias atuais por raios X ou por ecografia, com particular incidência nas mulheres mais jovens, o que obriga a fazer biópsias. Por outro lado, o método de diagnóstico mais usado, por raios X, expõe as mulheres a radiações elevadas e é doloroso, por implicar alguma compressão da mama.


Baixa radioatividade


Na Clear PEM Sonic o exame dura apenas cinco minutos, implicando a injeção no sangue da paciente um composto de glicose com baixa radioatividade conhecido por 18-FDG. Como as células cancerígenas consomem mais açúcar, um tumor não maligno não fixa a glicose, o que é identificado pelo detetor de radiação do aparelho.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nova técnica de tratamento para feridas em diabéticos

"Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveu uma metodologia que combina células estaminais do sangue do cordão umbilical e células dos vasos sanguíneos.

"É uma descoberta relevante, pode permitir uma solução terapêutica para um problema que tem grande expressão na sociedade actual", disse hoje à agência Lusa Lino Ferreira, coordenador da equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC/Biocant).

Os investigadores descobriram que a utilização de um gel com células estaminais do sangue do cordão umbilical, combinadas com células existentes nos vasos sanguíneos (endoteliais), melhora a cicatrização de feridas crónicas em animais diabéticos.
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A investigação permitiu concluir que a metodologia utilizada "potenciou o efeito terapêutico", adiantando que a combinação dos dois tipos de células "melhorou a cicatrização das feridas", em comparação com feridas tratadas com gel contendo apenas células estaminais.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nova esperança para esclerose múltipla - Ciência - DN


"Uma hipótese que está a ser estudada é o transplante de células estaminais poder de facto estimular as células que produzem mielina. Como a doença se caracteriza por perder mielina, se houver possibilidade das células que a produzem poderem serem regeneradas ou estimuladas, é possível curar a doença, mas disso estamos ainda longe", esclareceu a neurologista à Lusa.
Actualmente não existe uma cura para a EM, mas apenas tratamentos disponíveis que podem atrasar o avanço e aliviar os sintomas relacionados.


domingo, 9 de janeiro de 2011

Catástrofe celular pode fazer com que o cancro apareça de repente

«Nunca se tinha descrito tal coisa. Um ou dois pedaços de cromossomas de uma célula normal são partidos em pedacinhos. A célula reage e esforça-se para "agarrar" todo o ADN perdido, junta-o de volta no cromossoma. Há material que se perde para sempre, outro que fica numa sequência errada, genes partidos ao meio, outros repetidos. A célula resiste, mas a sobrevivência pode acabar por ter um custo enorme a curto prazo para o organismo. Uma equipa descobriu que esta é a causa de uma pequena percentagem dos cancros. O estudo foi publicado ontem na revista Cell.
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“Geralmente pensamos nas mutações [de um cancro] como um processo gradual, que vai sendo construído ao longo de muitos anos”, explicou por e-mail ao PÚBLICO Peter Campbell, investigador do Wellcome Trust, em Cambridge, no Reino Unido, e último autor do artigo. “Se num único momento há um dano que causa a mutação de vários genes cancerígenos, então o tempo necessário para o cancro aparecer pode ser encurtado significativamente.”
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Quando o diagnóstico do cancro é feito, o problema já ultrapassou o microcosmo da célula. Há um tumor a crescer rapidamente que se rodeou de vasos sanguíneos para se alimentar, e corre-se o risco de algumas células circularem pelo sangue e se implantarem noutra região do corpo, propagando o tumor.
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Mas no início tudo se passa ao nível dos genes. “As mutações nas células vão-se acumulando e há várias receitas com ingredientes diferentes para produzir o cancro, consoante os tecidos”, explicou por telefone ao PÚBLICO o investigador João Ferreira, chefe do grupo de Biologia da Cromatina no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa. Segundo o especialista em biologia molecular e celular, estas mutações “activam genes que promovem o cancro e desactivam outros que protegem do cancro.” »



(excerto retirado de: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/catastrofe-celular-pode-fazer-com-que-o-cancro-apareca-de-repente_1474128)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mulheres têm triplo da depressão - Ciência - DN



Em média, cada português teve mais de sete receitas em 2008Mulheres sofrem mais de ansiedade que os homens. Eles têm mais enfartes e acidentes vasculares cerebrais.
As mulheres têm três vezes mais depressões e ansiedade crónica que os homens. De acordo com os dados divulgados pela Direcção- -Geral da Saúde, são elas que apresentam maiores percentagens de doenças crónicas quando comparadas com os homens. Já eles registam mais casos de enfarte do miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Em ligação com estes dados, os psicofármacos são o segundo grupo de medicamentos com maiores encargos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), antecedidos pelos anti-hipertensores.
Em Portugal, 12,5% das mulheres tiveram ou têm depressão. O triplo da percentagem registada nos homens, que se fica pelos 4%. Também na ansiedade crónica são as elas as mais afectadas: 6,4%. O cenário é idêntico ao anterior, com os homens a registarem uma percentagem três vezes inferior: 2,6%.
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Relativamente à obesidade, as faixas etárias dos 45 anos para a frente são as que apresentam maiores percentagens de excesso de peso e de obesidade. Os homens dos 75 aos 84 anos são os que têm maior excesso de peso, enquanto nas mulheres o pior registo é entre os 55 e os 64 anos.
No que respeita às doenças de declaração obrigatória, é possível perceber que praticamente todas elas estão em queda, comparando os dados de 2008 com anos anteriores. Destaque para o tétano, com apenas um caso notificado em 2008 (em 1995 foram 28), para a meningite meningocócita, com 29 notificações (113 em 1995), um de sarampo (192 em 1995) e quatro de rubéola (125 em 1995).
Doenças que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação e que mostram a eficácia das vacinas, colocando o nosso país entre os melhores nesta área. A excepção é a tosse convulsa, que apesar de ter vacina triplicou o número de casos. Um aumento que levou a DGS a avaliar, este ano, um possível reforço da vacina.
A tuberculose continua a descer, com 2995 casos registados, menos 166 que em 2007. A quase totalidade foram novos casos e apenas 232 foram retratamentos. Já em relação à sida, em 2008 foram diagnosticados 387 casos, pouco mais de metade do número de notificações (619).


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Médicos alemães declaram cura de VIH em paciente após transplante de medula óssea

"De acordo com Thomas Schneider e os seus colegas da Universidade Médica de Berlim o paciente, que tinha leucemia e VIH, quatro anos após a cirurgia continua livre do vírus. “Os nossos resultados sugerem fortemente que a cura para o VIH foi conseguida para este paciente”, lê-se no jornal médico Blood, onde acaba de ser publicado um artigo sobre o caso. (...)

Uma outra curiosidade neste caso é que Gero Hütter, médico do norte-americano, não é especialista em sida mas sabia da existência de uma mutação genética, conhecida desde 1996, que torna as pessoas que a herdaram dos dois progenitores imunes a quase todas as estirpes de VIH. A mutação verifica-se no gene que comanda o fabrico de uma proteína, a CCR5. Normalmente, a CCR5 encontra-se à superfície das células-alvo do VIH, que a usa para entrar nelas e replicar-se. Mas nos "mutantes", ela desaparece e o vírus fica à porta.

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O investigador não descarta a hipótese de cura mas sublinha que só depois de o doente morrer e de ser feita uma análise genética completa se poderá ter certezas. O vírus da sida atinge 33 milhões de pessoas em todo o mundo e já matou mais de 25 milhões desde que a pandemia começou, nos anos 1980."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SIDA: número de infectados diminui pela primeira vez desde 1999

Há 33,4 milhões de pessoas com sida
"O número de doentes infetados pela epidemia de SIDA diminuiu 19 por cento relativamente a 2009, o que acontece pela primeira vez desde 1999, lê-se no documento hoje distribuído pela ONUSIDA.
O documento, denominado “Relatório Global da ONUSIDA - Epidemia de SIDA”, destaca que “desde 1999, ano em que se acredita que a epidemia atingiu, globalmente, o pico, o número de novas infeções diminuiu 19 por cento”.
Ou seja, em 2009 foram registadas 2,6 milhões de pessoas infetadas com HIV, enquanto em 1999 aquele valor foi de 3,1 milhões de pessoas.
O objetivo continua a ser “discriminação zero, zero novas infeções por HIV, e zero mortes relacionadas com a SIDA”, através do acesso universal a medidas eficazes preventivas do HIV, tratamento, cuidados e apoio.
(...)
O relatório dá ainda como exemplo dos avanços registados o facto de 5,2 milhões de pessoas, das cerca de 15 milhões que necessitam de tratamento antirretroviral, e que vivem em países de rendimento baixo ou intermédio, terem atualmente acesso a essas medidas terapêuticas.
O resultado é a diminuição do número de mortes relacionadas com a SIDA, segundo a ONU.
Face aos esforços continuados de prevenção, o continente africano, desde sempre associado ao aumento continuado dos casos de SIDA, apresenta neste relatório dados encorajadores.
Com efeito, em 33 países considerados para avaliação das políticas de combate à epidemia, entre 2001 e 2009, conclui-se que a incidência diminuiu mais de 25 por cento e, destes, 22 situam-se na África subsaariana."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dispositivo deixa cegos 'ver' pessoas e objectos

Dispositivo deixa cegos 'ver' pessoas e objectos

A novidade do método utilizado nesta experiência encontra-se no recurso a um implante colocado na zona afectada do interior da retina. O implante destina-se a substituir as células fotorreceptoras danificadas, transformando a luz de cada imagem, ponto por ponto, em pequenas correntes proporcionais ao estímulo da luz.
Designado como implante sub-retinal electrónico, o dispositivo é formado por mais de 1500 microfotodíodos, cada um com os seus respectivos ampliadores e eléctrodos para estímulo local. O dispositivo permite a projecção directa no chip colocado sob a retina. O chip gera então um estímulo eléctrico dependente da intensidade da luz do objecto, que permite a sua identificação pelo doente.
Nestas condições, os voluntários da experiência, dois homens (respectivamente de 40 e 44 anos) e uma mulher (de 38 anos) conseguiram identificar vários objectos e, como notam os autores da investigação, de forma imediata, conseguiram localizar e aproximar-se de pessoas numa sala.
Sem preparação prévia, e após vários anos de cegueira, sublinha o texto publicado no Proceedings of The Royal Society B, conseguiram também identificar letras e ler palavras completas.


Células-mãe podem ser empregues na recriação de órgãos


Investigadores espanhóis apresentaram na terça-feira em Madrid um processo de criação de órgãos ditos bioartificiais a partir de células-mãe do doente, limitando assim para este último possíveis riscos de rejeição.
A técnica consiste em retirar dos órgãos de pessoas falecidas todo o seu conteúdo celular para os "recelularizar" em seguida com as células-mãe do doente para reconstruir o "interior do órgão", disse o director do projecto, Francisco Fernández Avilés, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Gregorio Marañón, na sua apresentação.
O projecto dirigido por Fernández Avilés, que "só poderá ser utilizado em medicina dentro de cinco a dez anos", constitui uma terceira via entre a transplantação de órgãos humanos e o recurso a órgãos artificiais. O objectivo é criar órgãos à medida de cada doente.